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Bicho do Mato



sou bicho do mato

escravo do meu próprio corpo

que no tronco     no sangue seco

de chibata gasta e molhada

rasga a pele     a carne da minha alma





e tudo o mundo rindo     rindo     rindo

mas bem lá no fundo

lá no fundo      da loucura onde moro

eu bem sei      é de mim que eu estou rindo





pedido de Natal




Onde está o farol      bruxuleante
nesta longa noite fria e nevoenta
que dos insidiosos escolhos nos aparte
e onde o caminhar sempre incerto     brilhe

Majestosa


"Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias,
e por isso sentir é compreender,
visto que o universo não tem ideias.
" Fernando Pessoa

majestosa,
com olhos de tempestade
raiando-me de prazeres    infindos
de fantasias douradas    de mil desejos
nos despertares vigorosos de uma cascata
na florida cama do teu perfumado corpo
inebriando-me    loucamente
deixando-me rendido    entregue    escravo
diluído no teu harmónico latejar
assim me deixas     assim te encontro     assim me fico
perdidamente em ti