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Dor

me sinto feio
quando olho no espelho
não do rosto que está
mas da tristeza que alcança
o desespero trespassa
e a alma se amordaça
e a vida suspensa
por trás do vidro, chora
enquanto a Senhora
ronda sussurrando
com oferendas de eterna calma
eu sem eira nem beira
fecho os olhos apertando a Vida
olvidando o murmuro que paira